segunda-feira, 22 de maio de 2017

Livro Legião Negra - a luta dos afro-brasileiros na revolução constitucionalista de 1932 - Oswaldo Faustino - resumo - capítulo 17 - não há mal que sempre dure, nem...


Certo dia está Miro, já despreocupado com tantas coisas, já tem uma ambulância para pegar seus pacientes e até uma auxiliar de enfermagem, mais ai seu sogro inventa de se candidatar outra vez a prefeito, ou melhor, pergunta se o genro não quer.
Diz das coisas boas que um  prefeito tem na vida, das ruas a em casa.
Até que se ver sussurros na rua, comentando que a filha do prefeito só havia se casado com Miro, por que é bom moço. E que miro deu o golpe do baú.
Miro então descobri, que sua mulher e anêmica por conta de uma hemorragia inesgotável e seu sogro já se individou-se muito, se desfez de boa parte das suas terras.
Entra então uma mulher indígena, pede um exame geral, só que Miro ainda não estava capacítado para aquilo, e Pedro desculpas. Mais na porta tem um velhinho, aperentando uns 80. O velho obriga Miro fazer os exames, dizendo ser o coronel da cidade, e Miro faz. Só que aquele coronel e um dois piores inimigos políticos de seu sogro, pra quem já havia cedido boa parte de suas terras.
O coronel então cochila, Marcela, a mulher indígena, aproveita então para falar de assuntos sobre seu marido, dizendo que ele não estava funcionando bem. Então mandou ela fazer um exame geral, mais na verdade quem precisava era ele. Como Marcela diz que seu marido não aceita ir se consultar, Miro diz que vai preparar um remédio de laboratório, para colocar no suco ou na comida dele.
Marcela queria um tratamento nela, e sorria para o doutor, com um sorriso malicioso.
Até que acordou o coronel, ele pagou a conta, e foi embora.
Mas então as visitas de Marcela, começaram ser frequentes, no consultório de Miro.
Seduzindo Miro, Miro tenta resistir, mas pensa noite em dia na indígena. Até que um dia Marcela chega ao consultório de Miro e ela não consegue resistir, e se entrega.
Ate começa a chover, e os relâmpagos se ouvem de longe, então Miro e Marcela estão se beijando, Marcela nua da cintura para baixo e Miro semi nu.
Então a porta do consultório se abre, uma moça foi levar os bolinhos de chu que sua mulher havia fazendo, mais o que ele não esperava e que sua mulher estava na soleira da porta e avista, decepcionada a mulher sai gritando pela rua, chamando o marido de traidor.
Os gestos da mulher de Miro, chamam atenção de toda Marilândia, até que Miro e seu sogro ficam olho a olho, Seu sogro não fica com ódio, mas com decepção, e Miro envergonhado.
A mulher de Miro, Marieta, fica feliz, pois já estava quase livre de seu marido.
Mas então o coronel, marido de Marcela chega, com uma carabina engatilhada, e povo começam a lhe defamar, e dizendo que todo o erro, era por que ele era negro. Miro sai correndo, pega o pouco dinheiro que tem dentro da gaveta do escritório e sai correndo para a estação de trem, chegando lá alguém lhe atira uma pedra, acertando a cabeça.
Depois de um tempo, sente o sangue ressecado no pescoço. Mais não tem gases para limpar.
Pela primeira vez Miro sente doer a palavra negro.

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